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Sat, 26th May • 5,640 notes
Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café às cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.
— Caio Fernando Abreu. (via reencontrar)
(Source: perfeito-idiota)
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Sat, 26th May • 677 notes
Sinto saudade de algumas coisas. De mim, principalmente. De como eu era. Mas acho que a gente se transforma, assim como a vida, assim como os dias. Tudo é aprendizado, tudo tem motivo. Essa certeza ninguém me tira. Tudo na vida tem explicação. Não sou de lamentar, tampouco conto minhas lamúrias dizendo que-foi-que-eu-fiz-que-cruz-é-essa-que-carrego. Não sou vítima da situação. Tem tanta gente sofrendo, tanta gente se estrepando, tanta gente guerreira, que encara a vida de peito aberto sem choro e sem sentir pena ao se olhar no espelho. Não tenho motivos para lamentar. Mas tenho muitos para agradecer.
— Clarissa Corrêa (via por-outro-lado)
(Source: clarissacorrea)
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Sat, 26th May • 774 notes
Estou indo, não estou bem nem mal, só indo. Caminhando, seguindo em frente, não tô correndo, correr pra que? Já tropiquei por ir muito rápido. Vou indo devagar, passo a passo, olhando pro chão, pra frente, prestando atenção no que acontece. Estou aprendendo a tirar do meu caminho os atrasos, aquelas pedras e entulhos que são deixados para trás. Pra onde vou? Pra onde a vida me levar. E assim vou indo, devagarinho, só pra frente, nem bem nem mal, só indo.
— Estou indo. (mc)








